Blog do Jay

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quarta-feira, março 18, 2009

Flor de Cerejeira

Flor de cerejeira desprenda-se da árvore de sonhos,
Permita me desgarrar num sutil salto de liberdade
Da vida nada quero, dos frutos puro sabor,
Amor, amor flor de cerejeira,
Desabrocha ao entardecer obcecado da minha paixão verdadeira
Doce sabor, nobre prazer das sensações,
Inquietude nos oceanos de flores estreitas,
Ah flor de cerejeira

No halo rosado que envolve teus sutis lábios,
A espreita meia luz contorna seus internos meandros rasteiros
Da vida nada quero a não ser o néctar de frutas vermelhas,
Do insolúvel amor, flor de cerejeira,

Desejo os frutos inocentes, em ti tão róseos, com destreza
Desprenda-se da árvore, acima o horizonte é teu, aos prantos do prazer linhas inteiras
Veja o vazio, entrelace tortuosamente, encharcada rosa flor de cerejeira

Ao fôlego despede-se do límpido umedecer,
Emaranhado por vias ocultas outrora estreitas,
Sorrateiramente efêmeros sussurros desaforados,
Que não outra flor de cerejeira.